SFOA da Construção à Inauguração (7)
O INÍCIO DA CONSTRUÇÃO DA NOVA SEDE DA COLECTIVIDADE, EM 1955

Em cima: Manuel Soares’Portuguesa’, Antonio Ribeiro e Albertino Sobral
Em baixo: António Ferreira, Santos, Alberto de Matos, Guilherme Baptista ‘ Lhé’ e António Correia
Segundo o jornal Tribuna do Povo, datado de 19 de novembro de 1955, nesta data, "já se começavam a ver subir as paredes do edifício, sede da Sociedade, sendo grande o alvoroço não apenas dos sócios, mas de toda a população, pelo andamento das obras."
Foi realmente neste ano de 1955, e basicamente no terreno onde até então tinha existido a verbena, que se viria a dar início à construção da atual sede. Quem emprestou o dinheiro a juros, cerca de quinhentos contos, para assegurar o custeamento da obra, foi José Rodrigues Alonso, mais conhecido por "José Galego".
Por dificuldades inesperadas em pagar, no devido prazo, as dívidas efetuadas, chegou a querer o referido comerciante ficar com o edifício em construção, enquanto não lhe fosse possível resgatar o dinheiro que tinha emprestado.

Foi neste momento de grande aflição que alguns dirigentes da Sociedade se dirigiram então a João Guilherme de Carvalho Duarte, sócio da "Construtora Moderna, S. A. R. L." e natural de Amora, que emprestou, sem juros, o dinheiro para pagar a dívida em causa, assim como para completar a obra. Desta forma se viu a Sociedade livre da penhora que lhe quis fazer José Rodrigues Alonso.
Foi ao longo de quase três anos que, com pedra, tijolos, areia e cimento, mas sobretudo com muitas horas tiradas ao seu sono e aos seus fins-de-semana, os associados da Coletividade foram erguendo a sua sede própria, a qual contemplava, entre outros espaços, salas de convívio, biblioteca, bar e cinema.
Alguns dos materiais de construção para o edifício foram fornecidos pela firma "A. Silva & Silva" e nos seus transportes, chegou-se a utilizar gratuitamente a camioneta do senhor José Varejeira, proprietário dos fornos da cal, situados na Quinta do Sacristão, à Amora de Cima.
A INAUGURAÇÃO DA NOVA SEDE DA S.F.O.A., EM JULHO DE 1958
Segundo notícia da época, jornal Tribuna do Povo, "No dia vinte de julho de 1958, teve lugar a solene inauguração da nova sede da S. F. O. A., com a presença dos autarcas locais e do Governador Civil de Setúbal, doutor Miguel Bastos.

Houve um almoço em homenagem ao senhor Governador, no Muxito, com a presença de cem convivas e em que usaram da palavra os senhores presidentes da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal e o senhor doutor Miguel Bastos, que focou estarem todos à volta não de um indivíduo, mas de um símbolo de união.
Formou-se depois uma grande multidão de pessoas, que se deslocaram do cruzeiro até junto da nova sede. Aqui chegados, foi descerrada uma lápide de homenagem aos beneméritos D. Branca Saraiva de Carvalho e senhor João Guilherme de Carvalho Duarte.
Na inauguração, o diretor da coletividade referiu que tal construção não se deve apenas aos beneméritos, mas também aos diretores, que arrojadamente lançaram ombros a tal iniciativa, assim como aos sócios que contribuíram com donativos e com muitas horas de trabalho.
Após a visita às novas instalações seguiu-se ainda uma sessão solene."

Sessao Solene de 20 de Julho de 1958
Descerramento de Fotografias de dois benemeritos da SFOA, D. Branca Saraiva de Carvalho e Sr. Joao Guilherme de Carvalho Duarte
foto: jornal A Voz D'Amora
Fonte: "Amora Memórias e Vivencias d'Outrora" do Prof. Manuel Lima










