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As Raizes de Amora

As Raizes de Amora é um espaço dedicado ao reencontro de amorenses, sua história, cultura e memórias.

As Raizes de Amora é um espaço dedicado ao reencontro de amorenses, sua história, cultura e memórias.

GUILHERME PATRONI (1)

25.03.23, os amorenses

SABE QUEM FOI GUILHERME JOSÉ PATRONI DE CARVALHO DUARTE ? 

Descendente das Famílias Carvalho e Gomes Duarte de Amora  
Atleta Olímpico, Campeão Nacional de Natação, Automobilista Distinto 

O jornal Americano “The New York Times”, edição de 7 de Fevereiro de 1958, noticiou a morte de Guilherme Patroni com um artigo intitulado: 

" Auto Race Crash Kills One " 

The Mercedes 300 SL Roadster #8 driven by Julio Bandeira Bastos skidded on a turn during the 9ª Volta a Portugal and fell into a ravine. His co-driver Guilherme Patroni died en route to the hospital, Bandeira Bastos was injured. The accident happened near the town of Odemira. 

Guilherme Patroni was a well known sportsman in Portugal. At the time of his death, he was a national swimming champion and had been a member of the Portuguese water polo team at the Olympic Games of Helsinki in 1952. Although he was widely known as Guilherme Patroni, his real name was in fact Guilherme José Patroni de Carvalho Duarte. He was a member of the Carvalho Duarte family, this was an important family of the Amora region, the south side of Tagus River, near Lisbon 

Tradução 

 “ Acidente de corrida de automóveis mata um ” 

O Mercedes 300 SL Roadster #8 conduzido por Júlio Bandeira Bastos derrapou numa curva durante a 9ª Volta a Portugal e caiu numa ravina. Seu co-piloto Guilherme Patroni morreu a caminho do hospital, Bandeira Bastos ficou ferido. O acidente aconteceu perto da vila de Odemira. 
 
Guilherme Patroni foi um desportista bastante conhecido em Portugal. À data da sua morte, era campeão nacional de natação e tinha integrado a selecção portuguesa de pólo aquático nos Jogos Olímpicos de Helsínquia em 1952. Embora fosse amplamente conhecido como Guilherme Patroni, o seu verdadeiro nome era Guilherme José Patroni de Carvalho Duarte. Pertenceu à família Carvalho Duarte, importante família da região da Amora, zona sul do rio Tejo, perto de Lisboa 

Este é mais um trabalho conjunto dos sites “As Raizes de Amora” (Antero Ferreira) e “Adeptos Amorenses” (Paulo Carolino).  
Mantenha-se atento ao proximo post, onde vamos desvendar a historia e raizes deste distinto atleta e automobilista, figura muito querida das gentes de Amora e Arrentela onde nasceu, filho do amorense Joao Guilherme de Carvalho Duarte e de D. Virginia Patroni de Carvalho Duarte. 

A História está feita, descobri-la é o nosso lema, para que possamos honrar a mesma, em nome dos nossos antepassados. 

Fontes utilizadas:
Jornal Tribuna do Povo
Jornal Diário de Lisboa
Sport Algés e Dafundo

A FÁBRICA DAS “BOQUILHAS DIEGO” NA CRUZ DE PAU

20.03.23, os amorenses

Inicialmente a laborar em Lisboa antes da II Guerra Mundial (1939 – 1945), a Fábrica das Boquilhas “Diego”, viria a ser transferida para a Cruz de Pau, após a compra do terreno de uma pequena quinta, a poente da Rua Infante D. Augusto, por parte do seu proprietário José Diogo Ribeiro. 

Tudo terá tido o seu início quando José Diogo Ribeiro era simplesmente importador da marca de boquilhas alemãs “Deners”, colocando as mesmas no mercado nacional, no entanto com o início da II Guerra Mundial, a última encomenda foi deitada ao mar, mesmo antes de ter chegado a Lisboa, não havendo mais a comercialização desta marca, contou-nos D. Henriqueta Ribeiro. 

De forma a poder satisfazer a sua clientela e porque em Portugal, não existia na época qualquer fabrico deste producto, José Diogo Ribeiro decide produzir as boquilhas e filtros até então importados.  

No início da firma em Lisboa e mais tarde na Cruz de Pau, por volta de 1947, José Diogo Ribeiro usou uns tornos mecânicos comprados em segunda mão na Fábrica de Material de Guerra de Braço de Prata, que tinham sido utilizadas na produção de invólucros de munições e terão sido adaptados para satisfazer as necessidades.  

Inicia desta forma este pequeno industrial e sua esposa, uma fabricação única no país.  
Talvez por influência do seu próprio nome, José Diogo Ribeiro, cria então a nova marca de “BOQUILHAS DIEGO”. 

Durante a II Guerra Mundial, por não haver baquelite, o material mais usado no fabrico das boquilhas foi a Madeira de Buxo, que após ser torneada e polida, era pintada de preto.  

Conforme nos contou a Senhora D. Henriqueta Ribeiro, antiga proprietária da Fábrica, nas oficinas da Cruz de Pau laboravam seis rapazes e doze raparigas, eles nos tornos mecânicos e elas na confecção dos filtros, que após serem colocados nas boquilhas, tinham como objectivo a retenção do alcatrão e da nicotina e eram confeccionados à base de papel plissado (papel de filtro) cortado em máquina própria à medida do desejado. 

A produção era relativamente grande tendo em conta a sua exclusividade a nível nacional.  
As boquilhas eram vendidas para todas as tabacarias do país, tendo a empresa um caixeiro viajante que andava de norte a sul, com uma carrinha, pelos mais diferentes lugares de Portugal, onde a cidade do Porto tinha lugar de destaque. 

Havia também um stand da própria Fábrica na Feira Popular de Lisboa, onde uma funcionária se encontrava a tempo inteiro. 

As “Boquilhas Diego” tinham vários tamanhos, comprimentos e modelos, mas todos redondos. Algumas mais dispendiosas, tinham a rectaguarda, parte que era colocada nos lábios, feita de uma liga metálica à base de prata e alumínio, igualmente produzida no local, numa pequena fundição em anexo à fábrica, onde operários especializados efectuavam estes trabalhos.  

Apesar de todo o sucesso económico, a fábrica acabaria por encerrar inesperadamente em 1951, pouco tempo depois da morte do seu proprietário, José Diogo Ribeiro, após um grave acidente numa deslocação à Serra da Arrábida. 

Fontes utilizadas:  
- Livro “Amora Memórias e Vivências D’Outrora”  
- Fotos: Google Earth 

A FÁBRICA DAS CORDAS DE AMORA NA CRUZ DE PAU

20.03.23, os amorenses

A Rua da Cordoaria na Cruz de Pau, uma das mais antigas desta localidade, deve o seu nome a uma fábrica de cordas existente nesta rua, a Fábrica de Cordas de Amora. 

A mesma, situada no local hoje conhecido pelos arcos de entrada da Praça da Cruz de Pau, era constituída por oficinas num barracão com aproximadamente 20 metros, onde laboravam cerca de 15 trabalhadores.  

A Fábrica das Cordas de Amora, já existia no início dos anos 20 e terá funcionado até meados dos anos 30 neste local, que na altura era a EN 10, sendo por ali que passava todo o trânsito que se dirigia para o Fogueteiro e vice-versa, antes da abertura da Avenida 1 de Maio. 

Segundo o Sr. Joaquim “Jota”, quando era pequeno chegou a ver a ESTOPA (fibra natural de origem vegetal) a secar ao Sol no pátio da fábrica, cujo proprietário era um sujeito conhecido por Sr. Domingos das Cordas, cuja sobrinha foi professora do Sr. Joaquim “Jota” 

As cordas seriam feitas de sisal e em várias espessuras, sendo utilizadas certamente na amarração de embarcações ou cabos para içar as velas e outros fins que exigissem forças de tração. 

Segundo recolha oral, parece ter sido também o mesmo edifício utilizado por um fabrico de cortiça. Certo é que segundo o inventario das indústrias do concelho do Seixal, feito pela Administração do Município, a 8 de Marco de 1940, não refere qualquer indústria de cordoaria neste território do concelho. 

A Senhora Henriqueta Ribeiro, octogenária e moradora há muito na Cruz de Pau, disse-nos que nos finais dos anos 50, nestas antigas instalações, vivia um casal com uma filha chamada Felicidade, mas que já não se lembra de ver qualquer tipo de laboração, nem mesmo no ramo da cortiça. 

As novas urbanizações da Cruz de Pau nos anos 70 e 80, acabariam por apagar os últimos vestígios desta interessante e singular indústria. 

Fontes utilizadas:  
- “Amora Memórias e Vivências D’Outrora” do Prof. Manuel Lima 
- Fotos: Tulio Soares, Ecomuseu Municipal e Google Earth

JOSÉ DOS SANTOS OLIVEIRA

12.03.23, os amorenses

Jose dos Santos Oliveira cs.jpg

O trabalho conjunto entre os sites "As Raízes de Amora" e "Adeptos Amorenses", tem vindo ao longo dos anos a descobrir factos e pessoas importantes na vida e história, do nosso clube e da nossa cidade.
Hoje queremos relembrar outro grande benemérito de Amora, o Homem que tornou possível o sonho de muitos amorenses:
FACTOS E PESSOAS IMPORTANTES NA VIDA DO CLUBE: O CAMPO DA MEDIDEIRA.
Hoje queremos homenagear um grande benemérito de AMORA, pelo respeito e agradecimento que o clube e seus sócios devem para com esta família, algo que nunca foi feito por nenhuma direção do Amora Futebol Clube em mais de Cem Anos e que se impunha realizar, alguém que não nascendo na nossa terra se tornou um AMORENSE, na nossa opinião de grande valor, tendo realizado o sonho coletivo de todos quantos queriam o desenvolvimento da terra, do desporto e do futebol em particular.
Falamos do Sr. José dos Santos Oliveira (Sr. José da MEDIDEIRA), de sua esposa Sr.ª Maria dos Santos Oliveira e seus três filhos, Amadeu, David e Júlio.
Uma família que proporcionou aos AMORENSES a realização de um sonho, ter um campo a sério para a prática do futebol em campeonatos oficiais e que ao longo dos anos tem sido a nossa casa, o “temido” ESTÁDIO DA MEDIDEIRA, que viu nascer para o futebol os três filhos do casal como atletas, quase do início do clube até finais dos anos 40.
Importa salientar em função desta Memória Coletiva e para que a história não se perca ou seja apagada, os nomes e os factos ocorridos durante a vida do nosso Amora Futebol Clube, que para chegar à bonita idade de mais de Cem Anos, precisou nascer, crescer e tornar-se num clube a sério e isso só foi possível com a dádiva da família do Sr. José dos Santos Oliveira (Sr. José da MEDIDEIRA).
Temos a noção do grande conhecimento e provas de factos ocorridos na vida do nosso clube, se não o fizermos dificilmente alguém o fará, num futuro em que a dedicação e labor pelas instituições desportivas se tornará cada vez mais “virtual” e sem factos de interesse social, que não sejam os resultados desportivos e as vitorias ou derrotas alcançadas em campo.

Jose dos Santos Oliveira capa.jpg

Não podemos esquecer que o Amora Futebol Clube se tornou no “estandarte” desta cidade no que toca ao desporto, mais propriamente ao futebol. Conhecido em todo o país onde se desloca para jogar com as suas equipas, muitos são os que lembram épocas áureas da nossa equipa principal, mas tudo isto só foi possível devido ao Sr. José dos Santos Oliveira, mais conhecido entre os AMORENSES pelo Ti Zé da Medideira e sua esposa Sr.ª Maria dos Santos Oliveira que um dia decidem regressar a Portugal, após terem imigrado para o Brasil e esse regresso realizou-se com a vinda para a Amora, procurando uma quinta onde recomeçar a vida.
José dos Santos Oliveira nasceu na Tocha a 22 de Julho de 1883 e faleceu em Amora a 14 de Novembro de 1970.
Os sites Adeptos Amorenses e As Raízes de Amora, deixam desta forma para a história e para a Memória Coletiva dos AMORENSES, mais uma homenagem que se impõe na vida do nosso clube. O nosso obrigado Ti Zé da Medideira e sua Família, por terem proporcionado aos AMORENSES a obtenção de um campo digno do nome do clube e da terra, AMORA.
 
 
Esta publicação serve para não ferir susceptibilidades.
Honrando a história, continuando a fazer HISTÓRIA
Viva o AMORA FUTEBOL CLUBE
 
Autores: Antero Ferreira e Paulo Carolino