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As Raizes de Amora

As Raizes de Amora é um espaço dedicado ao reencontro de amorenses, sua história, cultura e memórias.

As Raizes de Amora é um espaço dedicado ao reencontro de amorenses, sua história, cultura e memórias.

JOEL LIRA, UM FILHO DA CULTURA AMORENSE

29.02.24, os amorenses

Era Dia de São Arsénio, naquele ano de 1946, por volta do meio-Dia, quando a Senhora Pastora Baptista de Almeida Lira, dava à luz um menino, com a ajuda da Parteira Dona Ermelinda (1), na Correnteza dos Ferros (2) e que se chamaria Joel Arsénio Baptista de Lira.


 



Último “descendente” de uma família dedicada à Cultura em Amora no Século XX, o nosso anfitrião reuniu ao longo dos anos, um vasto leque de trabalhos dedicados ao Teatro, Poesia e a Música, onde Amora recebe um grato contributo do seu filho, referenciando a mesma com sua História e suas gentes, em muitos desses mesmos trabalhos.



Carolina André, no Prefacio do único livro em prosa que Joel Lira editou, refere-se ao Autor dizendo que “a diversidade é uma das principais características da sua existência” e de facto, ao longo da sua vida, encontramos o Joel Lira a diversificar a sua actividade laboral, iniciando aos onze anos até aos quinze a trabalhar em pequenos trabalhos, onde passou pela SOCER (Fabrica de Resina), onde recebiam pelo volume de trabalho realizado e não havia um salário fixo de forma a se poder ter uma vida organizada.



Os tempos não eram os melhores, estávamos nos anos 60 e muitas fábricas de cortiça, Mundet, Queimado & Pampolim, Wicander, entre outras, já faziam sentir a sua decadência no mercado nacional e internacional e o fecho era mais que previsível.



A Estância do Muxito aparece na sua vida em mais uma diversidade de acções e aprendizagem que se proporciona através do seu amor pela música, iniciada na banda da Sociedade Filarmónica Operária Amorense e que o transporta até ao piano da sala do Bar no Muxito, onde trabalhava na bilheteira da Piscina, mas que uma “escapadela” em hora de fecho do bar, o deixa colocar os dedos nas teclas do mesmo e descobrir um talento “escondido”. Mais tarde viria a colocar em prática este mesmo talento, participando em grupos musicais.



Foi “Paquete” numa loja de roupas, trabalhou na Siderurgia Nacional em Paio Pires de onde saiu por vontade própria e entre 1963 e 1966 trabalhou na Century Fox Film Corporation, na Rua Castilho em Lisboa, onde diz ter “conhecido pessoas fantásticas e jamais esquecerá esses tempos.



Em 9 de Julho de 1966 foi apurado para o serviço militar e a 9 de Janeiro de 1967, entrou para a recruta no Batalhão de Caçadores 8 em Elvas, vendo assim a sua vida civil interrompida, assim como os seus préstimos na Fox Filmes que viriam a terminar.



Casou a 13 de Setembro de 1967 e logo de seguida, em Janeiro de 1968 (O governo de Salazar) deu-lhe uma guia de marcha e mobilizou-o para a Guiné, embarcou no Navio Uíje depois da presença no RALIS em Lisboa.



Em outubro de 1969 voltou para a Century Fox Film Corporation e por lá ficou até 1973.



Como a Fox Filmes deu por terminada a sua atividade em Portugal, todos os serviços passaram a ser representados por Filmes Castello Lopes onde fui ocupar o lugar de programista, com carteira profissional da Actividade Cinematográfica. Uma profissão de excelência!

Lembro-me muito bem de ter sido transitado para Filmes Castello Lopes. Fui encontrar pessoas super maravilhosas e rapidamente as amizades granjearam uma empatia fantástica em todos os locais de trabalho!



Depois, deu-se o 25 de Abril de 1974!



Num dos seus últimos livros, “Memórias em Livro (Um pouco (do muito) de mim)”, Joel Lira fala-nos da sua manhã do 25 de Abril e em que um colega seu, Francisco Flores, morador em Almada, lhe telefonara pelas 7 da manhã, para não ir para Cacilhas, porque havia muito barulho no cais de embarque. A “GNR” estava montada nos seus cavalos, outros apeados e armados, mais a PSP, e que andavam a bater na multidão que se encontrava no local, impedindo de embarcar para Lisboa para se juntarem ao povo que estavam na luta contra o fascismo.



Em Lisboa estava a acontecer uma revolução! ...



“Nas ruas de Amora a dar vivas à revolução dos militares de Abril, o povo andava todo nas ruas, a dar vivas aos militares! Foram dias de esperança que todos vivemos naquela altura.” (“Memórias em Livro (Um pouco (do muito) de mim)”.



Após uma conversa com um amigo familiar, consegue um contracto de trabalho com a empresa Bos & Kalis, Corporation, situada na Holanda, para ir trabalhar para Hassi R’mel, no Deserto do Saara, em Laghouat, na Argélia. Devido à sua facilidade em falar Francês e Inglês, foi contractado como Foreman (Capataz). Algum tempo depois, foi colocado em AlKhobar, uma Cidade na Arábia Saudita, onde fez amigos de variadíssimas nacionalidades.



Regressa a Portugal por volta de 1983 e abre um Minimercado em Pinhal de Frades, que encerrou algum tempo depois. Recusou convites para trabalhar de novo no estrangeiro, mais concretamente na Noruega e na Tailândia e acompanha a sua irmã numa empresa familiar de batata frita, que expandiu o negócio nos Concelhos do Seixal e de Almada e em restaurantes em Lisboa.



O tempo de reforma despertou para a sua realização cultural.



12 pecas de Teatro e 12 Livros de Poesia são parte desta Obra Literária de Joel Lira, um filho de Amora, homenageado pela Câmara Municipal do Seixal com a Medalha de Mérito Cultural e que tem levado o nome de AMORA a vários pontos do planeta, onde se encontra um português, levando a sua cultura, uma cultura que já vem de família, uma família Amorense que abraçou a cultura e que nos deixa orgulhosos com Obras nas várias vertentes da mesma.



Na política e após algumas “peripécias” de que nos dá conta neste seu livro, referido anteriormente, a sua ligação ao Partido Socialista levou-o a fazer parte das Assembleias das Freguesias de Amora e Arrentela.



Fez parte do Grupo de Amorenses que durante anos reivindicaram as “Placas de Identificação”, que a Amora não tinha nas suas áreas administrativas.



Lutou à sua maneira, contra a colocação de um elevador num dos Edifícios “Ícones” da Cidade da nossa Cidade de Amora, o Edifício da Velha Escola de Amora, casa onde nasceu Custódio Borja, Ilustre Amorense, quiçá, o mais ilustre filho do Concelho.



Aconselhamos a leitura de todos os livros do Joel Lira, no entanto, “MEMÓRIAS EM LIVRO (Um pouco (do muito) de mim)”, deixou-nos um “gosto” especial, pela forma como o Autor passa pelo filme da sua infância e como nos conta, com pormenores deliciosos, dando-nos conta de toda uma vivencia da nossa terra, da forma de vida destas pessoas, destes tempos e como TUDO, OU QUASE TUDO, era difícil de conseguir.



Destacamos um momento vivido na sua infância, com uma doença que nenhum médico, nos vários Hospitais que visitou, conseguiu saber qual era, mas que graças ao seu Avô, o Ti Cadete, como era conhecido na Amora, conseguiu ultrapassar essa “maléfica” doença e no Dia seguinte pediu Pão e Água, conforme tinha sido dito a seus Pais e o Céu era de novo Azul. O nosso leitor terá que ler o livro, para poder apreciar a forma como o Autor conta estes momentos “críticos” da sua ainda curta infância.



Desde as pescarias em frente da conhecida Casa do Leão, supervisionado pela irmã Dália, alguns anos mais velha, onde procurava apanhar uns caranguejos, até mais tarde em outros locais do Rio Judeu ou num barco no meio do Rio, pescar sempre foi um hobby com garantia de prato na mesa. Tem ainda outras aventuras no Oceano Atlântico que nos conta com entusiasmo.



No capítulo desportivo, fala-nos nos tempos das camadas jovens, onde entre o retângulo da baliza, tentava apanhar as bolas para ali dirigidas, era Guarda Redes e teve como seu Treinador o Sr. Fernando da Sara. Ainda foi a Lisboa ao clube “Os Belenenses” para umas provas, mas ficou-se por aí... Muito mais tarde fez parte de Corpos Sociais de vários clubes do Concelho.



No capítulo da Solidariedade, Joel Lira fez ainda parte de alguns grupos solidários com os mais necessitados no nosso Concelho, contribuindo também com a angariação de comida e bens para com S. Tome e Príncipe e Ucrânia, com o apoio da Junta de Freguesia de Amora e da Gerência da RDG - Residencial Geriatria da Verdizela.



Joel Lira, é parte integrante do Século mais rico na Cultura Amorense, que teve o seu início na Banda Filarmónica da Fábrica de Garrafas de Amora, em 28 de Junho de 1898, que deu lugar à Sociedade Filarmónica Operária Amorense e que ao longo do Século, tem acompanhado a Cultura em diversas vertentes, desde a Musica e suas Bandas, ao Teatro onde pontificaram os seus Tios Arsénio e Guilherme Baptista, como dois “ícones” na Representação e Declamação como era o caso de Arsénio Baptista e na Representação e Pintura dos Fundos das Cenas de Palco, como era o caso do Guilherme Baptista, também conhecido como um grande pintor, com algumas exposições.



Também suas Primas Paula e Isabel, respectivamente filhas de Arsénio e Guilherme, que contracenavam com seus pais em pecas de teatro, seguindo mais tarde uma carreira na Música com o Duo Elas, Grupo muito conhecido no panorama musical nacional, no tempo do yé-yé nos anos 60.



Sabemos que Guilherme Baptista tinha uma grande coleção de quadros e que a sua pintura predilecta era a pintura de grandes artistas e ilustres personalidades da época, cerca de 30 quadros em telas grandes, chegando a expor em vários locais, nomeadamente por várias vezes no Teatro S. Luís em Lisboa.



Ao nosso amigo Joel Lira, “As Raízes de Amora” dá os Parabéns pela sua Obra Literária que continua a crescer e a deliciar os seus seguidores e amorenses, desejando muitos anos vida e muitos mais livros escritos, para que o actual e o futuro amorense se sinta orgulhoso da Cultura da sua terra.



Já terminou de escrever o seu 16º livro, o 2º em prosa " COMO SER FELIZ NO INFERNO", edição do autor, e que sairá em Agosto próximo.



Segundo o Autor, é um livro que todos devem ler!



O Preço do livro será de 15€ e aceitam-se reservas através de um contacto/mensagem com o Autor no seu Facebook em: https://www.facebook.com/joel.a.lira



(1) Dona Ermelinda Bello, foi uma das parteiras de Amora que auxiliou ao nascer, de muitas gerações de Amorenses. Foi a parteira de Joel Lira em 1946 sendo tambem a parteira que ajudou ao meu nascimento em 1961 (Antero Ferreira).



(2) Correnteza dos Ferros era o nome dado as casas em correnteza, no lado Norte da Marginal Silva Gomes e que tinham um gradeamento em ferro, distando cerca de um metro, na frente das portas das casas, de forma a resguardar a saída e entrada dos moradores, devido a sua proximidade com a rua, onde os carros transitavam.

 

Fontes Utilizadas:



- “As Raízes de Amora”



- Livro ““MEMÓRIAS EM LIVRO (Um pouco (do muito) de mim)” de Joel Lira

MESSIAS SOEIRO

29.02.24, os amorenses

Deixou a sua marca espalhada por várias gerações de amorenses, que ainda hoje se deliciam com as antigas fotos do Sr. Messias.




São lembranças memoráveis de infância, tiradas em momentos especiais da nossa vida, num baptizado ou aniversario, num casamento ou no seu estúdio.



Messias Soeiro, nasceu em Valbom, no Concelho de Pinhel e Distrito da Guarda, a 10 de Novembro de 1928, veio na sua infância viver para a Amora com seus Pais e Irmãos, por volta de 1939. Em 1932 o seu Pai, o Sr. Alípio Soeiro, era o caseiro da Herdade da Ferraria em Sesimbra, Ano do nascimento do seu irmão Jaime Soeiro, construtor de barcos em madeira, já aqui lembrado por nós.



Moraram no velho Solar da Quinta do Conde de Portalegre, entre Amora e as Paivas, onde o Sr. Alípio Soeiro também foi o caseiro. O Casal Alípio e Ricardina Soeiro tiveram seis filhos, o José, o Messias, o Jaime, o Fernando, o António e a Olimpia.



O Sr. Messias Soeiro casou com a Sra. Maria de Lourdes Fonseca, sua companheira para a vida.



Em 6 de Dezembro de 1959, localizamos o Sr. Messias naquele que terá sido o seu primeiro Estúdio e Galeria de Arte, na antiga Rua 28 de Maio, 85 em Amora (*), perto das escolas, segundo uma reportagem do jornal “A Tribuna do Povo” desta mesma data.



Era habitual ver o Sr. Messias a deslocar-se para os locais onde ia exercer a sua função, na Lambreta, que por vezes era a “culpada” de algum atraso.



Em 8 de Junho de 1969 era o Presidente da Direccao da Sociedade Filarmónica Operária Amorense e em conjunto com Alfredo Silva, Guilherme O. Costa Almeida e Júlio Felisberto Ramalhete, criam uma Comissão Promotora, especialmente dedicada à homenagem prestada às Famílias Amorenses, Carvalho e Gomes Duarte, com um número único do Jornal “A Voz D’Amora”, cinquenta e três Anos depois da sua primeira edição e cujo editor foi Messias Soeiro.



Este número único do jornal “A Voz D’Amora”, foi distribuído gratuitamente pelos Sócios da S.F.O.A. e do Amora FC e foi graças ao mesmo, que hoje sabemos mais sobre a nossa história.



Foi um grande impulsionador do cinema em Amora, tendo nesta data de 8 de Junho de 1969, afirmado que o cinema era uma das principais atividades da coletividade na altura.



(*) Actual Rua Primeiro de Maio



Tens uma foto com a marca MESSIAS? Partilha connosco no teu comentário.

 



Fontes Utilizadas por “As Raízes de Amora” nesta pesquisa:



Jornal “A Voz D’Amora”, Jornal “Tribuna do Povo”



Livro “Amora Memórias e Vivências D’Outrora, Editado em 2006 pelo Prof. Manuel Lima



Fotos: “As Raízes de Amora” e Jornal “Tribuna do Povo” com arranjos de Antero Ferreira



Um agradecimento especial ao meu Amigo Paulo Carolino pela cedencia de alguns documentos.

Amora e as Telecomunicações e Informática em 1987 e 1993

24.02.24, os amorenses

EMPTEL S.A. COM A PARCERIA DA SIEMENS S.A.


 



Terminámos o último POST no Ano de 1981, com a CENTREL em actividade, nesta unidade fabril na Quinta da Princesa em Amora, com cerca de 825 funcionários, que ainda laborou até ao Ano de 1987, vindo a perder competitividade e optando por uma profunda remodelação ao nível da empresa, do equipamento e do próprio edifício da fábrica onde até o chão foi substituído.



É neste Ano de 1987 que inicia a actividade a EMPTEL S.A., com parceria da SIEMENS S.A., dando início a novas tecnologias de ponta, onde a eletrónica assume vital importância.

Dá-se início ao fabrico de centrais telefónicas digitais, constituídas por um conjunto de armários metálicos, equipados com uma sucessão de placas de sofisticados componentes eletrónicos, que nos permite usar o telefone de forma automática e rápida.



Esta produção durou por alguns anos, até mesmo depois da SIEMENS S.A. tomar conta por completo da fábrica.



É em 1993 que a grande multinacional SIEMENS S.A., com fábricas semelhantes em outros 14 países, toma conta por completo destas instalações da Quinta da Princesa em Amora, empregando em várias das suas empresas portuguesas entre 5 e 6 mil trabalhadores (referencia a 2006).




Nestas instalações de Amora, a Siemens S.A. e a EMPTEL continuaram a produzir equipamentos para centrais telefónicas digitais e em 1996 inicia uma nova linha de montagem de quadros elétricos de media tensão, para centrais de energia.



No virar do Milénio, estas duas unidades fabris (EMPTEL E SIEMENS) empregavam cerca de 190 trabalhadores, sendo 60% do sexo feminino. A produção desta fábrica destinava-se ao mercado interno português, sendo que 30% desta produção se destina a vários mercados europeus.



Com boas condições de trabalho, esta fábrica constitui um exemplo a nível nacional, tendo ganho por duas vezes (até 2006) o segundo lugar do Premio de Segurança Industrial Henrique Salgado.



Na Assistência Social aos trabalhadores, para além de um refeitório onde se servem refeições a um preço económico, existe também um Posto Clínico onde exerce funções um Medico de Clínica Geral.



Com uma área envolvente de cerca de 10 hectares, onde existem óptimos espaços verdes e ainda Pinhal Manso e Olival, que foram parte da Quinta da Princesa, ao cuidado de dois jardineiros, esta empresa contribui com evidencia para o Ambiente e Ecologia.



A fabrica da Quinta da Princesa, pela certificação da qualidade dos seus productos, encontra-se ainda hoje numa posição de topo, a nível nacional, no complexo mundo das tecnologias da informação e das comunicações.

 



Fontes Utilizadas:



Livro “Amora Memórias e Vivências D’Outrora, Editado em 2006 pelo Prof. Manuel Lima



Fotos – Google Earth

Amora e as Telecomunicações e Informática em 1976

24.02.24, os amorenses

CENTREL, AUTOMÁTICA ELÉCTRICA PORTUGUÊSA, S.A.R.L.


 



Terminámos o último POST com a notícia do jornal “A Tribuna do Povo” de 7 de Julho de 1975, sobre os despedimentos na PLESSEY, a primeira empresa a laborar nesta parcela de 10.200 m² em Amora, na Quinta da Princesa.



No Ano seguinte em 1976, esta empresa dá lugar a uma nova empresa, a CENTREL, AUTOMÁTICA ELÉCTRICA PORTUGUÊSA, S.A.R.L. com uma nova Administração e Direção.



A CENTREL, inicialmente designada por Centrel – Centro de Eletrónica Lda. foi constituída em 29 de Dezembro de 1969.

Em 1971 muda o seu nome para Centrel – Eletrónica Geral S.A.R.L. .

Em 1981 adquire o capital acionista da PLESSEY, passando a designar-se por CENTREL, AUTOMÁTICA ELÉCTRICA PORTUGUÊSA, S.A.R.L. com a junção das duas empresas, que levaria à criação de uma Holding, designada por CENTREL ELECTRÓNICA GERAL, PARTICIPACOES E GESTAO S.A.R.L..



Esta Holding permitiu a criação de vários departamentos da empresa, na qual se destaca a CENTAPA (Divisão de Aparelhos de Assinantes) a funcionar nestas instalações da Quinta da Princesa.



A laborar no Lazarim, noutras instalações anexas à “TIMEX”, esta empresa continuou a fabricar nestas instalações da Quinta da Princesa em Amora, matrizes (memórias para computadores), aparelhos telefónicos e as mais diversificadas peças (caixas, discos ou auscultadores) e ainda durante algum tempo, televisões da marca NEC.



Entre as Décadas de 70 e 80 do Século XX, verifica-se uma diminuição no número de operários. No Ano de 1981, já só laboravam nesta fábrica cerca de 825 trabalhadores, na sua maioria mulheres, como vinha acontecendo desde o início deste espaço, na Quinta da Princesa, em Amora, dedicado as telecomunicações e informática.



Fontes Utilizadas:



Livro “Amora Memórias e Vivências D’Outrora, Editado em 2006 pelo Prof. Manuel Lima



Coleções da Fundação EDP



Foto do Prof. Manuel Lima com arranjos de Antero Ferreira

Amora e as Telecomunicações e Informática em 1972

21.02.24, os amorenses

PLESSEY, AUTOMÁTICA ELÉCTRICA PORTUGUÊSA

 

Foi a partir da década de 70 do Seculo XX, que foram várias as empresas de telecomunicações e informática, instaladas num mesmo espaço na Quinta da Princesa em Amora.

 
A primeira empresa a laborar nesta parcela de 10.200 m² em Amora foi a PLESSEY, Automática Eléctrica Portuguesa, que iniciou os trabalhos ainda no ano de 1972, como filial da grande multinacional Inglesa, tendo sido inaugurada a 26 de Abril de 1973, conforme noticiou o jornal “A Tribuna do Povo” de 5 de Maio de 1973, referindo a Inauguração Oficial com a presença do Chefe do Estado Almirante Américo Tomás.
Eram neste ano cerca de 1.300 operários, esperando-se que num futuro próximo, esse número aumentasse para perto dos 2.000, que se dedicavam ao fabrico de estações telefónicas e matrizes para computadores, um trabalho com alguma delicadeza que era entregue às senhoras, sendo por isso a maioria dos operários, quase na totalidade residentes em Amora e no restante Concelho.
Os CTT (Correios de Portugal) eram o maior cliente da fábrica, adquirindo grande parte da produção dos telefones e equipamentos para centrais telefónicas.
Em 1975 continuavam a trabalhar 1.300 operários, com ordenados que oscilavam entre os 3.300 e 6.000 Escudos por mês, produzindo cerca de 200 mil telefones por ano, com dois terços deste número destinados a exportação.
Mas neste ano de 1975 já a empresa vivia com algumas dificuldades de laboração, ao manter parada a secção de matrizes que empregava cerca de 385 operários. A situação não melhorou nos meses seguintes e foi resolvido dar indeminizações entre 50.000 e 80.000 Escudos a 423 trabalhadores, repartidos pelas fábricas da Quinta da Princesa e de Cabo Ruivo.
No que a estes despedimentos diz respeito, o jornal “A Tribuna do Povo” de 7 de Julho de 1975 escreve o seguinte: << A maior parte são senhoras casadas, que têm assegurado o seu emprego de donas de casa. Mas houve também chefes de família e outras pessoas que aparentemente precisam de emprego e nos tempos que correm irão ter dificuldades em o conseguir >>
Fonte Utilizada:
Livro “Amora Memórias e Vivências D’Outrora, Editado em 2006 pelo Prof. Manuel Lima
Fotos do Prof. Manuel Lima com arranjos de Antero Ferreira

A Recolha do Lixo em Amora

21.02.24, os amorenses

A RECOLHA DO LIXO EM AMORA 

A Recolha do Lixo em Amora, porta a porta, teve o seu início em meados dos anos 40, por iniciativa da Junta de Freguesia de Amora. 

Esta recolha era feita por uma carroça, que passava pelas habitações e as pessoas depositavam o lixo na mesma, que depois da recolha completa, era transportado e amontoado num espaço na antiga Quinta do Conde, entre Amora e as Paivas, onde era periodicamente queimado e as suas cinzas utilizadas na adubação das terras.