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As Raizes de Amora

As Raizes de Amora é um espaço dedicado ao reencontro de amorenses, sua história, cultura e memórias.

As Raizes de Amora é um espaço dedicado ao reencontro de amorenses, sua história, cultura e memórias.

A Biblioteca e o Cinema na SFOA (8)

06.02.21, os amorenses

A BEM APETRECHADA BIBLIOTECA, CRIADA AINDA NO ANO DE 1943

A biblioteca da S.F.O.A. foi fundada em 1943, sendo, nessa altura, seus responsáveis os senhores Eduardo Figueiredo e Eduardo Gonçalves. 

Nesse tempo, foi a corticeira "Mundet" quem ofereceu os primeiros volumes e o senhor Luís António quem fez a primeira estante. 

Já em outubro de 1961, segundo o jornal Tribuna do Povo, e passados dezessete anos, a biblioteca da S.F.O.A. possuía mil, novecentos e vinte volumes (1.920), ultrapassando o valor dos livros, das estantes e do material, mais de quarenta mil escudos. 

Para além dos livros destinados a adultos, que muito contribuíram para o enriquecimento cultural dos seus associados, existia igualmente uma biblioteca infantil dedicada as crianças. 

No ano de 1963, ainda se registava grande movimento na requisição de livros, sendo nesta mesma data bibliotecários os senhores Ângelo Ferreira, José Soares e José Tiago. 

O CINEMA, UMA DAS PRINCIPAIS ACTIVIDADES LEVADAS A CABO PELA COLECTIVIDADE, NOS ANOS 60/70 

Nas suas novas instalações, inauguradas em julho de 1958, a S.F.O.A. contava já com uma ampla sala de espetáculos, onde era possível, para além de fazer representações cénicas, projetar películas de cinema. 

Durante os anos 40, os amorenses viam os seus filmes, no designado barracão do Ângelo, situado no interior do perímetro da antiga Fábrica de Vidros. Nesse tempo, a sala de cinema não apresentava qualquer condição de conforto, sendo os próprios assentos bancos corridos e cadeiras com tampos de madeira. 

A partir de 1958, o moderno cine teatro, das novas instalações da "Sociedade Filarmónica Operária Amorense", veio trazer à população local, uma outra forma de visualizar o cinema, sabendo-se que, segundo o jornal Tribuna do Povo, já no ano de 1963 se promovia a semana do "cine-mistério", a qual muito entusiasmava a massa associativa, pela qualidade dos seus filmes.   

Em junho de 1969, Messias Soeiro, então o presidente da Direção, considerava o cinema como sendo, nesta época, uma das principais atividades da coletividade.  

Nesse tempo, projetavam-se películas todos os dias da semana, incluindo o domingo, e era possível ver filmes como "Sansão e Dalila" ou "Os Dez Mandamentos". 

Posteriormente, no ano de 1979, a sala de cinema veio a ser restaurada, sendo reconstruída a plateia e colocado um novo teto no edifício. 

Atualmente, a coletividade já não promove esta atividade, tendo em conta a grande concorrência que passou a ser feita neste campo cultural pelas muitas salas de cinema localizadas nos centros comerciais da região.

 

Fonte: "Amora Memórias e Vivencias d'Outrora" do Prof. Manuel Lima