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As Raizes de Amora

As Raizes de Amora é um espaço dedicado ao reencontro de amorenses, sua história, cultura e memórias.

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A Fábrica dos Pirolitos da Correnteza dos Alemães

07.11.20, os amorenses
A Fábrica dos Pirolitos da Correnteza dos Alemães
 
Quinta Feira, 10 de Setembro de 2020
Num anúncio feito no jornal Tribuna do Povo, em Agosto de 1950, podemos ler:

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"Vossa Excelência pretende beber um refrigerante de confiança?
Então prefira refrigerantes "Confiança" fabricados por Manuel Rego d’Almeida, com a água puríssima de Amora."
 
Viemos a saber que as instalações, desta pequena, mas curiosa indústria se situavam na Avenida Marginal Silva Gomes, "Correnteza dos Alemães", junto da farmácia "Amorense", aliás também ela propriedade do mesmo dono.
 
Deve ter sido em finais dos anos 40, que Manuel Rego d'Almeida (também ele o primeiro a abrir uma farmácia em Amora) começou a produzir nesta localidade pirolitos e gasosas, conforme se diz no anúncio, com a boa água desta freguesia.
Há quem diga que utilizava água da "Fonte da Prata" e que eram óptimos os seus pirolitos.
A vedação das garrafas era conseguida através de anilha de borracha e de "berlinde" em vidro.
O pirolito, que era muito gaseificado, abria na forma de "espirro", quando se exercia pressão com os dedos sobre o vedante.
Quando se partiam as garrafas era uma alegria para a garotada, que aproveitava o "berlinde" (esfera de vidro) para jogar ao carolo.
As gasosas tinham um pouco menos gás e eram fechadas com cápsulas.

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Tratando-se de uma indústria pequena, quase familiar, colocava os seus produtos particularmente na área dos concelhos do Seixal e de Almada, sendo uma das maiores épocas do seu consumo as "Festas Populares", que se realizavam na altura do Verão.

Igualmente com base num voto de boas festas, feito por Manuel Rego d'Almeida, aos seus clientes, a 24 de Dezembro de 1961, no jornal Tribuna do Povo, sabe-se que nesta data, mais de uma década depois, a fábrica ainda se encontrava em laboração no mesmo local, embora aqui não tenha permanecido, ao que parece, durante muito mais tempo.
 
fonte: “Amora Memorias e Vivencias d’Outrora” do Prof. Manuel Lima