Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

As Raizes de Amora

As Raizes de Amora é um espaço dedicado ao reencontro de amorenses, sua história, cultura e memórias.

As Raizes de Amora é um espaço dedicado ao reencontro de amorenses, sua história, cultura e memórias.

A SFOA e as Festas do Primeiro de Maio (4)

22.01.21, os amorenses

A "SOCIEDADE FILARMÓNICA OPERÁRIA AMORENSE" E AS FESTAS DO PRIMEIRO DE MAIO (4)

membros da direção da SFOA, músicos e dirigente
Membros da direção da SFOA, músicos e dirigentes, anos 30 do séc. XX.

Desde o início da 1ª. República e até ao ano de 1938, as festas do primeiro de maio, em Amora, foram realizadas na Quinta da Princesa, sendo então, nesse tempo, rendeiro desta propriedade o senhor Manuel Luís de Carvalho.

Manuel Luis de Carvalho com selo RA.jpg

Manuel Luís de Carvalho

Para levar a cabo esta comemoração, a "Sociedade Filarmónica Operária Amorense" nomeava, um mês antes, uma comissão constituída por cerca de dez homens, que nos fins-de-semana anteriores se encarregavam de preparar o referido espaço da Quinta. 

Os festejos eram feitos no meio da mata, sendo o palanque, onde os músicos da Sociedade iriam tocar, montado numa clareira. Nesta festa, não tocava toda a banda, sendo a mesma abrilhantada, na maior parte dos casos, por um grupo mais pequeno, designado por grupo de Jazz. 

No dia primeiro de maio, esse grupo saía da Sociedade a tocar, por volta das dez horas e as pessoas iam atrás, com os seus lanches e petiscos, destinados aos piqueniques. 

A comissão e o grupo musical ganhavam apenas o almoço, batatas com bacalhau, sendo as batatas oferecidas pelo rendeiro da Quinta e o bacalhau oferecido pela S.F.O.A. 

Retrato de convívio de sócios da SFOA, possivelm

Na Quinta da Princesa, no local da festa, levava-se a cabo a exploração de um bar, para que se pudessem cobrir   algumas   despesas.  Neste bar,  decorado   com folhas de palmeira, vendiam-se pirolitos, cervejas, vinho e também alguma comida, especialmente as lamejinhas do rio e as iscas à portuguesa. 

As pessoas estendiam as mantas e as toalhas, sobre as quais almoçavam. Alguns dormiam a sesta, antes de começar o bailarico, que acabava por ser o prato forte do dia. 

À tardinha, no regresso, vinha toda a gente de novo a pé e a cantar, até à Amora. 

Fonte: "Amora Memorias e Vivencias d'Outrora" do Prof. Manuel Lima 

Fotos: Ecomuseu Municipal