A Solidariedade da SFOA (6)
A SOLIDARIEDADE DA "SOCIEDADE FILARMÓNICA OPERÁRIA AMORENSE", PARA COM AS PESSOAS DA TERRA

A coletividade acabava por ser o ponto de encontro dos amorenses, na sua maioria operários e trabalhadores. Foi assim com a compra da primeira telefonia a pilhas, que toda a gente queria escutar, enchendo por completo as exíguas instalações da antiga sede e foi assim com a primeira televisão, ainda não existente nos domicílios ou mesmo nos poucos cafés existentes.
Foram igualmente muitos os espetáculos promovidos, que visavam acudir às dificuldades das pessoas que por questões de saúde ou de infortúnio se viam apanhadas pela miséria.
Neste tempo não existia Caixa de Previdência e só a realização de festas e de espetáculos de beneficência permitiam a recolha de coletas, com as quais era possível acudir aos mais necessitados.

Banda da Sociedade Filarmónica Operária Amorense, onde figuram 38 músicos e o maestro, junto ao coreto de Amora, 1940. EMS-CDI - Imagem cedida por Amélio Cunha.
Estas realizações, em torno de laços de solidariedade, marcavam as pessoas, que viviam um ambiente de entreajuda e de verdadeira camaradagem, minorando-se o sofrimento dos mais desprotegidos.
Fonte: "Amora Memórias e Vivencias d'Outrora" do Prof. Manuel Lima
Fotos: Ecomuseu Municipal