Amora, 1 de Novembro de 1755
11.11.20, os amorenses
AMORA, 1 DE NOVEMBRO DE 1755

1 de Novembro de 1755.
Portugal foi atingido por um terrível terramoto seguido de um maremoto que causou uma terrível devastação no litoral e particularmente, no litoral: Lisboa, região de Setúbal e Algarve.
O que se passou na Amora nesse dia?
A igreja no início do sec. XVIII surge no esplendor da descrição de Frei Agostinho de Santa Maria como tendo um retábulo de boa talha [dourada] e com abóbada revestida a azulejo, o tecto revestido a óleo de burlescos, e os muitos ex-votos expostos nas paredes sob a forma de quadros, e os “muytos sinaes de cera, como imagêns de meninos, cabeças, braços, peitos, & outras cousas semelhantes.” Ora, neste fatídico 1 de Novembro de 1755, a igreja e suas casas sofreram grandes estragos e quando, três anos mais tarde, numa altura em que as primeiras obras de reparação da igreja já estavam concluídas, o Pe. Sebastião Rodrigues Rogado a descreve diz simplesmente, que era de uma nave, com alpendre e porta. Estava portanto, reduzida ao essencial.
As grandes quintas ficaram em ruína “quase total”. Os edifícios para se poderem reparar exigiam grandes obras e despesas e para muitos proprietários as casas e propriedades na Amora não eram prioridade portanto, ficaram a aguardar melhores dias.
No meio de toda a tragédia e devastação criada pelo terramoto apenas há registo de uma vítima chamava-se Maria Ferreira.

Fontes: Memórias Paroquiais de Amora, 1758; Frei Agostinho de Santa Maria, Santuário Mariano, 1707; Arquivo Paroquial Amora - Registo de óbitos (Arq. Distrital de Setúbal)