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As Raizes de Amora

As Raizes de Amora é um espaço dedicado ao reencontro de amorenses, sua história, cultura e memórias.

As Raizes de Amora é um espaço dedicado ao reencontro de amorenses, sua história, cultura e memórias.

Amora no tempo e no espaço (2)

06.11.20, os amorenses
Amora no tempo e no espaço (2)

Extrato do Mapa Corografico do Reino de Portugal,

Já no final do século XIX, no período compreendido entre 26 de Setembro de 1895 e 13 de Janeiro de 1898, cerca de dois anos e meio, (reinado de D. Carlos, "Reforma Geral Administrativa" feita pelo governo do regenerador João Franco) o concelho do Seixal foi extinto, passando a freguesia de Amora, neste intervalo de tempo, a fazer parte do concelho de Almada e as freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires a fazer parte do concelho do Barreiro.

Após este interregno, e depois da restauração do município do Seixal, tudo voltou a situação que se vinha a registar desde 1836.
Rei D. Carlos - fonte: https://centrodeestudosportugues1.wordpress.com/page/2/
Já em 1908, escreve Alberto Pimentel na sua "Estremadura Portuguesa": "a freguesia de Amora tem por orago Nossa Senhora do Monte Sião e 2100 habitantes. É banhada por uma bifurcação do Tejo, que vai terminar a noroeste, no lugar de Corroios.. Esta freguesia está disseminada por uma área de meia légua de Norte a Sul, e outro tanto de Leste a Oeste."
Como se vê nesta altura do princípio do séc. XX, a freguesia de Amora continuava a englobar o antigo território da primitiva freguesia de Corroios, apresentando o seu espaço físico, grosso modo, uma configuração quadrangular.
Tal situação manter-se-ia até 7 de Abril de 1976, quando, já em período democrático e após um longo interregno de 140 anos, foi restaurada a freguesia de Corroios. A partir desta data e até ao ano de 1993, durante cerca de dezassete anos a freguesia de Amora viu o seu espaço geográfico reduzido para cerca de 32 km2, cerca de dois terços daquele que então tinha tido até aí. Agora de formato sensivelmente trapezoidal, a freguesia estendia-se ainda, neste período, até aos limites do concelho de Sesimbra.
Foi também durante este intervalo de tempo, concretamente no dia 30 de Junho de 1989, que a localidade de Amora viria a ser elevada à categoria de vila.
Brasão de Armas da Cidade de Amora - Escudo de prata, fragata de negro realçada de prata, mastreada e encordoada de negro, vestida de vermelho, carregando rama de pinheiro e vogando sobre três faixetas, ondadas de azul, em ponta, acompanhada em chefe à dextra de uma amora de púrpura. Folhada de verde e à sinistra de uma roda dentada de negro. Coroa mural de prata de cinco torres. Listel branco com a legenda a negro, em maiúsculas: “ CIDADE DE AMORA “. - Fonte : Heraldica Portuguesa
Com a criação de uma nova freguesia no concelho do Seixal, a de Fernão Ferro, a 27 de Maio de 1993, o território da freguesia de Amora é de novo reduzido no que refere à sua área geográfica, passando a mesma a ser então de 27,31 km2. Nesta última reorganização do território concelhio, as áreas conhecidas por Pinhal das Freiras e Lobateira passaram então a pertencer à freguesia de Fernão Ferro.
Estandarte da Cidade de Amora - fonte: Heraldica Portuguesa
Nos últimos trinta anos a freguesia de Amora, apesar de ter diminuído a sua área geográfica, aumentou imenso a sua população residente. Chegou mesmo a ser a freguesia do país que maior índice de crescimento alcançou, durante certos intervalos de tempo. Lugares que até então não passavam de zonas agrícolas ou de áreas de pinhal passaram a ser conhecidas como importantes zonas urbanas, como é o caso de: Belverde, Pinhal Conde da Cunha, Quinta da Princesa, Soutelo, Fanqueiro ou mesmo Paivas.
A 20 de Maio de 1993, pelo projeto-lei n-° 63/VI, Amora adquire o estatuto de cidade, ficando a fazer parte da mesma importantes zonas urbanas como é o caso da Cruz de Pau, das Paivas ou do Fogueteiro.
Segundo os censos do INE, ano de 2001, a população da freguesia de Amora, nesta data, era de 50 571 habitantes.
a restinga que se estende da Ponta do Mato à Ponta dos Corvos surge, nos mapas e cartas do Plano Diretor Municipal (PDM, como fazendo parte da freguesia de Amora - foto fonte: Google Maps
Relativamente à posse administrativa da restinga da Ponta dos Corvos, sendo atualmente um assunto não consensual para as populações e freguesias de Amora e Seixal, não posso deixar de referir que, até ao ano de 2001 e durante longo tempo, foi este território apresentado por muitos serviços da administração concelhia, como pertencendo à freguesia do Seixal. Também, talvez pela maior proximidade ou pela acessibilidade facilitada (travessia por barco), sempre os residentes ou empresas sedeadas na Ponta dos Corvos utilizaram os serviços e o comércio existente na sede do concelho e colocaram nos seus remetentes a morada de freguesia do Seixal. Ultimamente, contudo, a restinga que se estende da Ponta do Mato à Ponta dos Corvos surge, nos mapas e cartas do Plano Diretor Municipal (PDM, como fazendo parte da freguesia de Amora.
Por esclarecimento efetuado junto deste serviço municipal, ficámos a saber que, efetivamente, segundo os registos do "Instituto Geográfico e Cadastral" datados dos últimos anos sessenta, os artigos prediais relativos a restinga da Ponta dos Corvos pertencem à freguesia de Amora.
fonte e fotos: “Amora Memorias e Vivencias d’Outrora” do Prof. Manuel Lima
fotos: ecomuseu municipal