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As Raizes de Amora

As Raizes de Amora é um espaço dedicado ao reencontro de amorenses, sua história, cultura e memórias.

As Raizes de Amora é um espaço dedicado ao reencontro de amorenses, sua história, cultura e memórias.

Empresa da Fábrica de Vidros da Amora (2)

06.11.20, os amorenses
COMPANHIA DAS FÁBRICAS DE GARRAFAS NA AMORA
 
Raizes de Amora  04 de Julho de 2020 2020
A segunda representante da indústria vidreira no grupo das 50 maiores, para 1917, era a “Companhia das Fabricas de Garrafas de Amora”. Muito embora com o mesmo nome da companhia que fundara a primeira fábrica de garrafas na Amora, formalmente tratava-se de uma sociedade diferente, constituída em 1909, com capital social de 580 contos e sede social em Lisboa.
fonte: https://www.ebay.ca/itm/Portugal-Titles-of-Shares-Companhia-das-Fabricas-de-garrafas-na-Amora-1920-/183749733196
Pouco mais de ano e meio após a concessão da licença, pela Câmara Municipal do Porto, para a dita construção, no Jornal de Notícias (de 26 de outubro de 1919), era dado grande relevo à inauguração da Fábrica de Rego Lameiro, através de uma extensa reportagem, ilustrada fotograficamente. O título do relato, embora um tanto extenso, é elucidativo do entusiasmo com que o jornalista aplaudia aquele evento: «Sucursal no Porto da Fábrica de Garrafas da Amora.
 
Mais uma demonstração eloquente do engrandecimento e valor industrial da cidade do Porto. A inauguração d´uma grande fábrica que honra sobremaneira a iniciativa portuguesa - O que pode o capital, aliado ao trabalho produtivo e fecundo - Notas impressivas d´uma visita e "reportagem" d´uma festa».
 
Entretanto, nos inícios da década de 1920, a Companhia das Fábricas de Vidro na Amora passou por dificuldades financeiras - atingindo, em 1923, um passivo de cerca de 3 000 contos -, pelo que foi decidido alienar a Fábrica de Rego Lameiro. Assim, por escritura de 2 de maio de 1923, aquela vende a dita fábrica à Companhia Vidreira do Norte de Portugal, pela importância de 2 200 contos.

Do que consta da mencionada escritura e documentos anexos permito-me destacar, pelo seu significado:
a) As duas empresas, por acordo mútuo, deliberaram efetuar uma partilha do mercado nacional de garrafas pretas, pelo rio Mondego, nos seguintes termos: «Dentro da orientação de exercer a nossa ação nas regiões onde exploramos as nossas indústrias [documento da empresa compradora], ficaria assente que essa Companhia [da Amora] não forneceria mais garrafas pretas para a parte do norte do rio Mondego, assim como nós não as forneceremos para o sul do mesmo rio, sob pena de importar responsabilidade por perdas e danos do infrator contra a outra parte»;

b) Por sua vez, em documento emitido pela Amora, confirma-se a importância do mercado nortenho para o artigo "garrafas pretas". Nele se afirma: «o facto de perdermos a clientela do Porto, a mais importante até hoje para a Companhia por ser aquele o mercado onde tem mais largo consumo a garrafa preta do nosso fabrico, não impede que dediquemos a nossa atenção, dando todo o desenvolvimento de que é susceptível, à Fábrica da Amora, no fabrico de garrafas brancas, frascaria e outros produtos desta indústria».