Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

As Raizes de Amora

As Raizes de Amora é um espaço dedicado ao reencontro de amorenses, sua história, cultura e memórias.

As Raizes de Amora é um espaço dedicado ao reencontro de amorenses, sua história, cultura e memórias.

Igreja de Nossa Senhora de Monte Sião

11.11.20, os amorenses
Igreja de Nossa Senhora de Monte Sião
 
SEXTA-FEIRA, 8 DE MAIO DE 2020·TEMPO DE LEITURA: 3 MINUTOS

Igreja de Amora.jpg

A origem da Igreja de Amora está ligada ao Santo Condestável, o Beato Nuno Alvares Pereira (1360-1431), proprietário das terras ribeirinhas do Rio Judeu. Foi ele, provavelmente, que mandou erigir a primeira ermida (ou capela), dedicada a Nossa Senhora do Monte Sião. Numa pedra tumular situada na entrada da igreja na esquerda, lê-se a data de 1578. O púlpito, que se encontra no interior da igreja, tem esculpida a data de 1594. 

No portal frontal da Igreja Matriz está esculpida a data de 1757, ano em que foi reconstruída depois do catastrófico terramoto de 1 de Novembro de 1755. Foi reconstruída em tempos pombalinos após o terramoto portanto, remonta pelo menos, ao século XVI (1578).
 
Tendo por base todas estas datas, podemos pensar que a Igreja de Amora, existia antes de 1578 e se foi o Santo Condestável que provavelmente mandou erigir a primeira ermida, então terá sido antes de morrer em 1431. Esta é a perspectiva tradicional, no entanto há indícios que apontam para uma maior antiguidade.
 
Os primeiros assentos religiosos são de 1608. Neste tempo já tinha funções paroquiais. Antes dessa data era provavelmente uma capela mais reduzida, situada no cume de uma colina, onde se venerava a imagem miraculosa de Nossa Senhora do Monte Sião. De facto, o Frei Agostinho de Santa Maria, no século XVIII, publicou uma obra com o título “Santuário Mariano”, dedicando um capítulo à igreja de Amora.
Eis as suas palavras:
  1. No termo da Vila de Almada para a parte do sul, fica um lugar ou freguesia, a que dão o nome de Amora, e parte com a freguesia de Arrentela e Corroios. A igreja deste lugar se vê situada num outeiro que se levanta muito e nas fraldas deste monte se vê outra aldeia, que dizem Amora nova. É este monte, muito agradável e delicioso, não só pelos largos horizontes, que descobre a vista do Tejo; mas também por sua fertilidade, principalmente de vinhas … e arvoredos de fruta. O Título do orago desta paróquia é Nossa Senhora do Monte Sião. Nela se venera, com grande devoção, uma imagem da soberana Senhora, muito milagrosa, que se vê colocada na tribuna da Capela-Mor… Quanto à origem não há certeza alguma de onde veio esta Santa Imagem, nem consta quem a colocou naquele lugar, nem quem foi o fundador da sua primeira casa.
Segundo uma nota histórica da Junta de Freguesia de Amora, no ano de 1527, Amora registava acerca de 50 habitantes.
No início do século XVII, registava 60 fogos e 250 habitantes. No início do século XIX, 256 fogos e 1100 habitantes.
No censo de 1991, Amora contava acerca de 60.000 habitantes.
De aldeia, constituída maioritariamente por pescadores, transformou-se, num núcleo citadino de apreciáveis dimensões.
 
Com o crescimento da população foi necessário construir uma Igreja maior que pudesse não só apoiar as celebrações como também as várias actividades de apoio social.
 
* Os padres que serviram a comunidade no último século foram os seguintes:
Pe. Augusto Ladislau da Costa (1911),
Pe. Fidelino Othello Cardoso (1931),
Pe. Abílio da Silva Mendes (1933),
Pe. Ângelo Firmino da Silva (1933),
Pe. Agostinho Vicente Duarte (1933),
Pe. Manuel Marques (1947),
Pe. Prudêncio Lindeman (1953),
Pe. José Rodrigues Paula (1954),
Pe. Manuel Ribeiro de Miranda (1970).
A partir de 1971, a Paróquia de Amora foi confiada aos cuidadosdos Missionários Scalabrinianos:
Pe. Ugo Fent (1971),
Pe. Pedro Cerantola (1974),
Pe. Wilson Zanini (1978),
Pe. Pedro Cerantola (1979)
Pe. Luigi Vaghini (1982),
Pe. Pio Fantinato (1991 a 2000).
 
A Igreja de Nossa Senhora de Monte Sião continua a ser considerada Igreja Matriz, embora desde 2007 a nova Igreja Beato Scalabrini seja a Igreja principal da Paróquia de Amora.
 
Informacao retirada pessoalmente na Torre do Tombo e websites da Paroquia de Amora