José Maria Vieira o Pianista

Quando, em 1959, Manuel d’Oliveira Rebelo, escreveu a sua monografia do concelho do Seixal dedicou um capítulo àqueles que ele chamou de “filhos mais notáveis”. Esta é uma primeira abordagem, a uma dessas figuras que, apesar do seu talento e de todos os elogios que lhe foram tecidos, caiu no esquecimento. Agora, graças à digitalização de alguns arquivos e periódicos da época, é possível reconstituir o essencial da sua vida:

José Maria Vieira nasceu na Amora, a 21 de Setembro de 1852, filho de António Pedro Vieira e de Mariana Lence Vieira (irmã da mãe do jovem Custódio Miguel Borja, que foi seu padrinho) cuja família tinha ligações ao meio artístico da época.
Oliveira Rebelo, diz-nos que o jovem desde cedo “revelou as suas faculdades de artista” tornando-se um pianista respeitado que aos 29 anos se consagrou como professor de piano no Conservatório Real. A sua carreira de professor provavelmente, foi complementada com aulas particulares de piano e com a animação musical de espectáculos – já que segundo todos os relatos era difícil viver com o salário de professor do Conservatório. Em 1884, a Gazeta Musical publica uma relação dos professores da qual consta o seu nome. Manteve-se como professor no Conservatório até à sua morte, em 25 de Setembro de 1894, aos 42 anos. De acordo com Oliveira Rebelo, morre “depois de ter perdido a razão” deixando a viúva, D. Henriqueta Amélia da Silva Vieira e duas filhas menores.
