MÁRIO ROSINHA "O FADISTA AMORENSE"
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Mário Salvador Rosinha, nasceu no Barreiro a 26 de dezembro de 1933, onde viveu até aos 9 anos, idade que veio para a Amora, onde viveu na Quinta Maria Pires com sua Mãe e com o padrasto Júlio Sapateiro, e mais tarde com o seu avô.
Filho de Sebastião Salvador Rosinha e Liberdade Valente Pinheiro (nascida em Amora), cedo se viu privado de seu Pai que em 1942 foi preso pela PIDE e enviado para a prisão do Tarrafal, em Cabo Verde, no lugar de Chão Bom, onde permaneceu por nove anos, até aos 18 anos do Mário.
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Entretanto Mário Rosinha inicia-se a cantar o Fado e passa a ser convidado para elencos de Festas e Noites de Fados, tornando-se conhecido no meio artístico pelo “FADISTA AMORENSE”, nome que viria impresso nos seus dois discos de 45 rpm gravados em 1976 e editado pela RODA J.C. Donas Lda, do Porto, intitulados:
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Disco 1 -“RECORDANDO A VERDADE”, “O MEU CASACO DE GANGA”,
Disco 2 - “OS TRÊS AMIGOS” e “QUEM DIZ”.
Pensamos que foram editados cinco discos, no entanto so foram encontrados os dois acima mencionados. Deixamos aqui o Fado QUEM DIZ cantado pelo Mário Rosinha:
Era habitual ver o Mário Rosinha e os seus guitarristas a cantar nas mais famosas casas de Fado da Noite de Lisboa. Restaurantes como O FAIA, A SEVERA, O FORCADO, A VIELA, onde a proprietária Marta Cardoso, outra Fadista, gostava muito dele e de o ter a cantar no seu Restaurante, alguns clubes de Lisboa como o Desportivo da Moraria entre outros, aclamavam o Fadista Amorense que se fazia acompanhar pelo seu amigo Fernando Viegas (também fadista amador) e Quim Barreiros no Acordeão muito antes de ser conhecido pela sua música.
Foi várias vezes convidado a seguir a carreira de Fadista Profissional que declinou, por querer seguir a sua vida por outro caminho.
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Foi militar na Índia, em 1960, servindo a Policia Militar Portuguesa onde foi prisioneiro de guerra, tendo mais tarde (2016), recebido a MEDALHA MILITAR DA CRUZ DE GUERRA do ministério de Paulo Portas.
(A Medalha Militar da Cruz de Guerra foi criada pelo Decreto n.º 2870, de 30 de novembro de 1916, para premiar atos e feitos de bravura praticados em campanha. Esta condecoração recebeu notoriedade durante a I Guerra Mundial e durante a Guerra Colonial Portuguesa)
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Casou-se com Carmen Miranda (conhecida pela neta da Ti Serena da taberna, e que era costureira), tiveram tres filhas, Filomena, Mafalda e Ermelinda.
Foi funcionário da Fábrica dos Produtos Corticeiros tendo em 1966 ingressando na Fábrica de Tintas Alvamar na Torre da Marinha, onde ficou até 1985, data da falência desta empresa.
Foi em seguida funcionário da CMS, onde foi Jardineiro de primeira e mais tarde vigilante responsável pelas piscinas da Torre da Marinha.
Mário Salvador Rosinha, faleceu no hospital de Almada no dia 04/02/2017, após quatro anos em casa, com enfisema pulmonar, que o obrigou a estar ligado a bilhas de oxigênio por tres anos. Está enterrado no Cemitério da Arrentela.
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O Raízes de Amora agradece a Filomena Rosinha a amabilidade por partilhar conosco um pouco da história de seu Pai, com as suas informações e fotos, conseguimos dar a conhecer mais um artista desta nossa Amora e que sirva de exemplo e estudo de gerações futuras.
Agradecimento tambem ao Amigo Tulio Soares, que publicou sobre o seu amigo Mário Salvador Rosinha e que nos deu a ideia de pesquizar um pouco mais sobre o Fadista Amorense e assim a realização deste post.