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As Raizes de Amora

As Raizes de Amora é um espaço dedicado ao reencontro de amorenses, sua história, cultura e memórias.

As Raizes de Amora é um espaço dedicado ao reencontro de amorenses, sua história, cultura e memórias.

O Comércio Tradicional e de Porta-a-Porta dos Anos 30 aos Anos 50 do Século XX (2)

07.11.20, os amorenses
O Comércio Tradicional e de Porta-a-Porta dos Anos 30 aos Anos 50 do Século XX (2)
 
Sexta Feira, 21 de Agosto de 2020

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O HOMEM DOS PANOS

Também com uma carrocita, muito bonita, puxada por um burrico, vendeu de porta em porta e durante muito tempo Albano Sebastião. Roupas, tecidos a metro, sapatos e outros artigos de retrosaria (agulhas, alfinetes, elásticos, ...) eram vendidos a prestações de vinte e cinco tostões por semana.
Mais tarde, este mesmo senhor Albano Sebastião acabaria por abrir uma loja de roupas, a primeira de Amora, na Avenida Marginal Silva Gomes, correnteza dos Alemães.
 
O PETROLINO E O AZEITEIRO
 
Com carroça e a vender um pouco de tudo, mas particularmente o petróleo e o azeite por medida, andou durante muito tempo o "Silvino", que mais tarde se viria a estabelecer no lugar do Marco Severino. Faziam-se anunciar com toques de cornetas e característicos pregões.
Nos anos 40, também Carlos Figueiredo tinha casa estabelecida na Rua Direita de Amora, onde vendia entre outras coisas igualmente, petróleo gasolina e óleos da marca "Atlantic".
 
O HOMEM DAS LOUÇAS
 
Mais conhecido por "Tomás da Louça", andava primeiramente a vender com uma carroça de porta em porta, tendo mais tarde aberto uma casa deste ramo, igualmente na correnteza dos alemães, ao lado da casa do senhor Albano Sebastião.
Ourives Ambulante
O HOMEM DO OURO
 
Um ourives que, de longe em longe, passava pelas ruas de Amora a vender ouro, umas pulseirinhas, uns fios ou algum anel, comprado esporadicamente e com muito sacrifício, foi o "Saúl".
Andava com uma bicicleta e caixa de metal com tabuleiros, onde as peças se encontravam expostas. Já nos anos 60, foi o mesmo assaltado na azinhaga do Cabo da Marinha, valendo-lhe a pistola que trazia consigo.
OS AMOLA TESOURAS E FACAS E ARRANJOS DE CHAPEUS DE CHUVA E SOMBRINHAS
 
Passavam por Amora e outras terras em redor os Amola Tesouras que com a sua Pedra de Esmoril ligada a uma roda dentada, afiava as tesouras e facas e arranjavam os chapeus de chuva e sombrinhas, trocando varetas e outros serviços. Era normal ouvi-los passar na rua tocando a sua Gaita de Amolador.
Gaita de Amolador
fontes: “Amora Memorias e Vivencias d’Outrora” do Prof. Manuel Lima
fotos: pinterest.pt