O Foral Manuelino
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Conquistada por D. Afonso Henriques em 1147, Almada, ficou nas mãos dos Cavaleiros da Ordem Militar de Santiago, por carta assinada por D. Sancho I (1186). Já em 1190, o mesmo D. Sancho I outorga o primeiro foral aos moradores de Almada. Em 1191, os árabes procuram reconquistar as terras perdidas de Santarém e Lisboa, no caminho marcham sobre Palmela e Almada, sob o comando de Iacub ben Iuçufe Almançor, último rei marroquino da ibéria. Os Cavaleiros de Santiago bateram em retirada e Almada foi destruída.
Apesar disso, os cristãos levaram a melhor e no período seguinte assiste-se a uma reconstrução da povoação e a um retorno à normalidade assegurada pelos direitos e deveres consignados pelo foral.
Entretanto, já no séc. XVI, D. Manuel consciente de que os forais antigos já não respondiam às exigências de uma economia e de uma sociedade profundamente transformada pelos descobrimentos, empreendeu uma reforma dos forais. O foral manuelino de Almada foi outorgado em 1 de Junho de 1513 e consagra os direitos e os deveres da população da vila e do seu termo.
Ora, a Amora estando no termo de Almada beneficiava das condições oferecidas aos “vizinhos” almadenses para organizar a sua vida social e económica, por isso, quando falamos das “raízes da Amora” este é um documento que não pode ser ignorado porque foi, durante séculos, uma espécie de “constituição local”.