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As Raizes de Amora

As Raizes de Amora é um espaço dedicado ao reencontro de amorenses, sua história, cultura e memórias.

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O Grémio da Lavoura de Almada e Seixal

11.11.20, os amorenses
O GRÉMIO DA LAVOURA DE ALMADA E SEIXAL
 
O Grémio da Lavoura de Almada e Seixal, teve como principal impulsionador D. José Manuel de Noronha e Menezes de Alarcão, conde dos Arcos. A direção tomou posse em 1943 tendo a sua primeira sede sido em Cacilhas. Foi seu primeiro presidente o Dr. Joaquim Filipe Rosado que poucos meses volvidos foi substituído no cargo por Álvaro da Costa Piano. O Grémio dedicava-se à comercialização, de matérias-primas (sementes e produtos químicos) e combustíveis destinados aos seus associados e actuava também, como intermediária entre os associados e as respectivas corporações (Federação Nacional dos Produtores de Trigo e a Junta Nacional do Vinho) a fim de facilitar o escoamento dos produtos produzidos nas quintas, bem como, dos produtos hortícolas produzidos por pequenos e médio agricultores para os mercados da capital.

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Em 1957, a Câmara Municipal do Seixal aprovou um projecto para ser implantado num terreno de que o Grémio dispunha, junto à Estrada Nacional nº 10, no Fogueteiro. Nesse espaço foi construído um lagar de azeite, o armazém de venda ao público e o parque de máquinas e alfaias agrícolas. Mais tarde, foi apresentado e aprovado um projecto de construção de um posto de recepção de leite. A inauguração aconteceu a 23 de Maio de 1958. Nessa altura o Setubalense noticiou: ‘Mais de 300 produtores foram beneficiados em 1957 pela entrada ao serviço do lagar que funciona na Casa da Lavoura, onde se moeram 150 toneladas de azeitona’ (O Setubalense de 28/07/1958).

 
A agricultura manteve um papel importante na economia da região até aos anos setenta assim, o aluguer de espaços para produção e venda, o aluguer de máquinas agrícolas, a venda de matérias-primas tornou esta instituição incontornável numa sociedade em que o mundo rural ainda estava muito presente. Francisco Cargaleiro foi o presidente do Grémio ao longo de duas décadas e teve um papel central na sua dinâmica.

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O fundo documental da mais tarde designada Cooperativa Agrícola de Almada e Seixal foi doado à Câmara Municipal do Seixal em 1998 e atravessa um período entre os anos 40 e os anos 70. Quanto ao espaço pretendia-se que fosse incorporado num projecto de musealização (lagar de azeite) e inscrito no programa-base do Circuito Museológico Industrial (2001). Anuncia-se, agora, que o espaço será transformado na Casa do Educador do Seixal preservando o lagar de azeite.

 
Vd. Ecomuseu Informação n.º 30, Jan-Fev. 2004