Quinta da Princesa e Infanta (2)

Enquanto pertença do Infante, a quinta foi palco de um conjunto de alterações.
D. Augusto trouxe grande dinâmica à quinta, uma vez que mandou plantar vinhas e pinhais, ajardinou a área envolvente aos edifícios de habitação, adquiriu gado, estabeleceu uma coudelaria, mandou abrir poços e secar pântanos, etc. 1 Até a produção de vinho da quinta, que tinha sido profundamente afetada com as pragas, voltou novamente a ganhar alguma relevância. A antiga producção de vinho era apenas de oito pipas, e D. Augusto conseguiu elevar esse numero a sessenta. 2 A quinta durante o século XIX foi muito frequentada pela família real e outros membros da corte, que procuravam aqui o refúgio de Lisboa, enquanto espaço de recreio e vilegiatura. A família real, para além da sua ligação às quintas de Amora, era detentora da “Quinta Real do Alfeite” 3 . A Quinta da Princesa e Infanta era provida de um pequeno porto, o que permitia a ligação direta à capital. Em 1920 a propriedade estava arrendada a Manuel Luiz de Carvalho, “incutindo-lhe grande dinamismo rural no cultivo de cereais e leguminosas, na produção de vinho e de azeite.”4 Em 1942 a quinta é adquirida pelo Eng.º Francisco José Anjos Ribeiro Ferreira, marido de D. Ana de Jesus Maria de Figueiredo Cabral da Camara, descendente da Infanta D. Ana de Jesus Maria de Bragança.

