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As Raizes de Amora

As Raizes de Amora é um espaço dedicado ao reencontro de amorenses, sua história, cultura e memórias.

As Raizes de Amora é um espaço dedicado ao reencontro de amorenses, sua história, cultura e memórias.

Quinta da Princesa e Infanta (4)

10.11.20, os amorenses

Quinta da Princesa e Infanta (4)

Quinta da Princesa e Infanta 3.jpg

Núcleo Principal

Na parte posterior da casa nobre encontram-se dois tanques associados a dois poços cobertos.
A água, era elevada dos poços por nora, e era reservada nos tanques, para depois ser distribuída pelas parcelas de regadio da quinta.
 
1- Nesta zona encontramos também alguns bancos, com encosto de azulejo e assento de tijolo, ou com assento e encosto de tijolo, onde no encosto sobressaem os azulejos de figura à avulsa.
 
No núcleo principal da quinta, algumas das construções existentes remetem ao século XVIII, tendo, no entanto, sido palco de obras, acrescentos e remodelações no século passado. Neste núcleo da quinta, destaca-se uma azinheira centenária, uma das três árvores no concelho do Seixal que foi classificada de interesse público.
 
2 - A envolvente posterior da casa está limitada a um simples relvado.

Quinta da Princesa, Amora.Aspeto da entrada do por

3 - Pomar e Horta
O pomar de citrinos está dividido em duas parcelas e é percetível o seu abandono e envelhecimento.
Ainda são visíveis as caleiras, de alvenaria de tijolo com reboco de argamassa de cimento, que encaminhavam as águas que vinham dos tanques. Na quinta ainda se identifica também algumas manchas de olival e algumas parcelas de hortícolas.
 
Mata - A mata, que ocupa cerca de 17ha da quinta, é antiga pela dimensão das espécies arbóreas e arbustivas que a compõem, como o buxo, que pela falta de poda ganhou porte de árvore. Na mata é o pinheiro-manso, o elemento arbóreo dominante. Para além desta espécie, aqui identificámos a alfarrobeira e a aroeira, que se destacam pelo seu excecional porte arbóreo, bem como o carrasco, o carvalho-alvarinho, o folhado, o freixo, o medronheiro, o sanguinho-das-sebes, o zambujeiro e a azinheira.
4 - Os bons solos aqui, a abundância da água, bem como o abandono da mata, levou a que muitos arbustos adquirissem porte de árvores. A dimensão dos extratactos arbustivos e arbóreos na mata estão de tal forma misturados que a sua identificação nem sempre foi possível.
 
A rigidez dos caminhos na mata, em torno de eixos reticulados, acentuava as perspetivas diversificando cenários e propiciando o acesso ao lago de maré. Estes eixos eram marcados pelas sebes de buxo. A mata, enquanto espaço de recreio, inclui várias zonas de estadia pela amenidade que a vegetação e as peças de água propiciavam. Destas destaca-se o tanque ornamental com repuxe, lavrado em cantaria. No caso desta quinta, a mata terá sido a zona mais apetecível de estar, o que justifica a presença de algumas peças decorativas e ainda a formalização de zonas de estadia.
 
1 V. Vol. II, Figs. 25, 26, pp.103-104.
2 Manuel Lima, A Árvore no Concelho do Seixal, Seixal, Câmara Municipal do Seixal, 2001, p.106.
3 V. Vol. II, Fig. 27, p.104.